Quando queremos comparar
situações opostas usamos, geralmente, a figura da moeda. Ela tem apenas dois
lados aos quais chamamos ‘cara’ e ‘coroa’. Para nascer, nenhum indivíduo se
inscreveu numa lista de espera, pegou senha de acesso ou agendou data para
chegar ao mundo. Nascemos. Simplesmente. Daí pra frente somos preparados por
alguém para a vida. Começam então nossas escolhas. Uma frase recorrente que
ouviremos e falaremos repetidamente é: “a vida não é fácil”. É verdade. O
Senhor da Vida que venceu a Morte também disse a mesma coisa. “No Mundo tereis
aflições, mas tenham bom ânimo”.
O grande dilema nosso de cada dia é que
preferimos escolher o mais fácil. É mais fácil ser vítima ou fazer-se de vítima
e admitir que a vida, de fato, não é fácil. Pelo comodismo somos levados a
pensar que o nosso ‘problema’ é o maior de todos e por isso o mundo tem que nos
olhar com olhos de piedade. Ficamos prostrados sem esboçar qualquer reação ao
sermos objetos da clemência alheia. Este é um lado da moeda.
O
outro lado da mesma moeda exige esforço, renúncia, abnegação, desprendimento. Temos
que ‘matar um leão por dia’. Acordar numa manhã cinzenta, fria e chuvosa olhar
para fora da janela crendo que teremos um dia vitorioso requer sacrifício e fé.
Muita fé. Mas tenha bom ânimo. Quem sabe hoje é o dia para você cuidar de sua
plantação de mamão ou amora preta que predominam em dias assim.