Blog do Odilton

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Tributo a Cazuza

Alguém disse, com toda propriedade, que o mundo dá muitas voltas. É uma grande verdade. Literalmente, em torno do Sol é uma volta a cada 365 dias aproximadamente e uma por dia em torno do seu próprio eixo. Figuradamente, significa que uma experiência presente pode ser repetida futuramente num contexto oposto, como o famoso aqui se faz aqui se paga, toma lá, dá cá, nada como um dia depois do outro, etc.

E nada como um dia após o outro para registrar que um dia, lá na minha infância, fui amigo de Cazuza. Isto mesmo! Eu e Cazuza compartilhamos nossa infância. Quem diria. Nosso encontro em determinada fase da vida era diário. Como eu gostava dele. E que bom companheiro ele foi.

É como se eu já visse o futuro repetir o passado. Numa época em que viver não tinha mal nenhum, sem ser exagerado. Agora é uma vida louca vida. E pra vida nascer feliz, o tempo não para, afinal o mundo é um moinho. Mas faz parte do meu show.


Evidentemente, gosto não se discute. O meu bom companheiro de infância de quem estou falando era mesmo o livro infanto-juvenil “Cazuza”. Cujas sucessivas leituras me faziam navegar no infinito azul da imaginação infantil na obra de Viriato Corrêa.




sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Uma grande história

Eu e você já fomos criança um dia e temos muitas recordações da infância. Uma delas marcou a vida de muita gente: as histórias infantis. Boa parte de nós adormecia ouvindo alguém contar uma história, naquela época em que ainda não sabíamos ler. Às vezes ouvíamos a mesma história repetidamente ou porque gostávamos dela ou por falta de um acervo maior.

Alfabetizados, nós mesmos líamos viajando na imaginação rumo ao mundo da fantasia infantil. Particularmente, gostava, e ainda gosto de ler bastante. Tive um livro, e só tive esse naquele tempo, que li mais de cinquenta vezes cujo título era “Cazuza” (nada a ver com esse cantor que morreu em 1990), de autoria do maranhense Viriato Correa. Cada nova leitura desse mesmo livro trazia uma emoção diferente. Inesquecível. Assim são as boas histórias.

Agora, crescidos, assumimos o papel de protagonistas da nossa própria história. Quantas emoções reais. Não sei em que capítulo da sua história você está. Pode ser um momento fantástico no qual tudo é festa, sucesso profissional, financeiro, emocional. Talvez seja um capítulo como aqueles que entram nos livros apenas para preencher espaço, sem conteúdo, quase vazio, sem nenhuma importância.

Entretanto, quem sabe a sua história esteja naquele instante dramático, cheio de suspenses, praticamente sem saída, só com turbulências e problemas? E você querendo avançar algumas páginas para ler o final da história e fugir da dura realidade, mas não podendo fazer isso porque só recebe uma lauda a cada dia. É preciso ler e incorporar o personagem, que é você mesmo, querendo ou não. Este capítulo agonizante existe na história de todos nós, mas, creia, a seguir vem um capítulo novo e melhor.

Se o autor da sua história é o Leão da Tribo de Judá, chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da Paz (Isaías 9.6), então ela terá um final feliz!!! Se ainda não é, não perca a esperança, ainda há tempo para reescrever o final. Deixe com Ele, Jesus, pois Ele só sabe concluir histórias com finais felizes.


Deus te abençoe.




quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

As asas de Deus

Final de tarde, primeiro dia de dezembro, primavera terminando. Céu parcialmente nublado. Lá fora silêncio quase absoluto, não fosse o cântico dos pássaros e o ruído do vento que sopra quase assoviando, parecendo caminhar sobre as folhas das árvores. Observo, enquanto tomo um café com amendoins.

A cena me traz à memória uma das primeiras narrativas bíblicas. Diz a Bíblia que lá no começo Deus, fascinado com sua criação, passeava pelo Jardim do Éden ao entardecer (Gen. 3.8). Imagino Ele olhando para cada árvore, chamando-a pelo nome, nome que foi dado por Adão. Passando por cada (sem cacofonia) animal e apreciando a grandeza da sua concepção. Escutando o barulho das águas correndo pelos riachos,  muito perfeito e organizado.

Tudo ia bem, até que Deus sentiu falta dos pombinhos, as estrelas da criação. Adão e Eva desapareceram, sumiram. Onde foram parar esses meninos? Esta pode ter sido a pergunta de Deus para si mesmo.


Sem entrar no desfecho do episódio, muitas vezes pensamos que podemos nos esconder do Criador, entretanto, a Bíblia diz que “o senhor Deus vê o que acontece em toda parte” (Prov. 15.3). Melhor do que tentar fugir do olhar divino, é buscar abrigo debaixo das Suas asas, pois “debaixo delas estaremos seguros” (Salmo 91.4).