Alguém disse, com toda propriedade, que o mundo dá muitas voltas. É uma grande verdade. Literalmente, em torno do
Sol é uma volta a cada 365 dias aproximadamente e uma por dia em torno do seu
próprio eixo. Figuradamente, significa que uma experiência presente pode ser
repetida futuramente num contexto oposto, como o famoso aqui se faz aqui se
paga, toma lá, dá cá, nada como um dia depois do outro, etc.
E nada como um dia após o outro
para registrar que um dia, lá na minha infância, fui amigo de Cazuza. Isto mesmo!
Eu e Cazuza compartilhamos nossa infância. Quem diria. Nosso encontro em determinada
fase da vida era diário. Como eu gostava dele. E que bom companheiro ele foi.
É como se eu já visse o futuro
repetir o passado. Numa época em que viver não tinha mal nenhum, sem ser exagerado.
Agora é uma vida louca vida. E pra vida nascer feliz, o tempo não para, afinal
o mundo é um moinho. Mas faz parte do meu show.
Evidentemente, gosto não se
discute. O meu bom companheiro de infância de quem estou falando era mesmo o livro
infanto-juvenil “Cazuza”. Cujas sucessivas leituras me
faziam navegar no infinito azul da imaginação infantil na obra de Viriato
Corrêa.
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