Final de tarde, primeiro dia de
dezembro, primavera terminando. Céu parcialmente nublado. Lá fora silêncio
quase absoluto, não fosse o cântico dos pássaros e o ruído do vento que sopra
quase assoviando, parecendo caminhar sobre as folhas das árvores.
Observo, enquanto tomo um café com amendoins.
A cena me traz à memória uma das
primeiras narrativas bíblicas. Diz a Bíblia que lá no começo Deus, fascinado com
sua criação, passeava pelo Jardim do Éden ao entardecer (Gen. 3.8). Imagino Ele
olhando para cada árvore, chamando-a pelo nome, nome que foi dado por Adão. Passando por cada (sem cacofonia) animal e apreciando a grandeza da sua
concepção. Escutando o barulho das águas correndo pelos riachos, muito
perfeito e organizado.
Tudo ia bem, até que Deus
sentiu falta dos pombinhos, as estrelas da criação. Adão e Eva desapareceram,
sumiram. Onde foram parar esses meninos? Esta pode ter sido a pergunta de Deus
para si mesmo.
Sem entrar no desfecho do
episódio, muitas vezes pensamos que podemos nos esconder do Criador, entretanto, a
Bíblia diz que “o senhor Deus vê o que acontece em toda parte” (Prov. 15.3).
Melhor do que tentar fugir do olhar divino, é buscar abrigo debaixo das Suas
asas, pois “debaixo delas estaremos seguros” (Salmo 91.4).
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