Blog do Odilton

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

As asas de Deus

Final de tarde, primeiro dia de dezembro, primavera terminando. Céu parcialmente nublado. Lá fora silêncio quase absoluto, não fosse o cântico dos pássaros e o ruído do vento que sopra quase assoviando, parecendo caminhar sobre as folhas das árvores. Observo, enquanto tomo um café com amendoins.

A cena me traz à memória uma das primeiras narrativas bíblicas. Diz a Bíblia que lá no começo Deus, fascinado com sua criação, passeava pelo Jardim do Éden ao entardecer (Gen. 3.8). Imagino Ele olhando para cada árvore, chamando-a pelo nome, nome que foi dado por Adão. Passando por cada (sem cacofonia) animal e apreciando a grandeza da sua concepção. Escutando o barulho das águas correndo pelos riachos,  muito perfeito e organizado.

Tudo ia bem, até que Deus sentiu falta dos pombinhos, as estrelas da criação. Adão e Eva desapareceram, sumiram. Onde foram parar esses meninos? Esta pode ter sido a pergunta de Deus para si mesmo.


Sem entrar no desfecho do episódio, muitas vezes pensamos que podemos nos esconder do Criador, entretanto, a Bíblia diz que “o senhor Deus vê o que acontece em toda parte” (Prov. 15.3). Melhor do que tentar fugir do olhar divino, é buscar abrigo debaixo das Suas asas, pois “debaixo delas estaremos seguros” (Salmo 91.4).






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