Blog do Odilton

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A carta que não chegou

Nostalgia é coisa do passado. Sem redundância ou trocadilho. É interessante relembrar e fazer comparações. Gosto especialmente de confrontar situações do cotidiano com fatos ocorridos em outras épocas. É uma brincadeira curiosa e que está longe da melancolia.
Faz um tempo e bota tempo nisso, que a comunicação com pessoas distantes era feita frequentemente por meio de cartas. Para quem não alcançou esta fase explico que carta era um texto escrito de próprio punho numa folha de papel pautado fazendo uso de caneta, geralmente esferográfica. Sou contemporâneo da caneta tinteiro.
As notícias quentíssimas trazidas pelo carteiro chegavam ao destinatário em dias, semanas ou meses e eram aguardadas com sôfrega expectativa. Carteiro era o apreciado sujeito encarregado de conduzir e distribuir as cartas. O então valorizado funcionário atualmente não é bem visto pois sua incumbência é quase exclusivamente  entregar boletos de cobrança bancária.
Na era digital o ‘e-mail’ substituiu a carta e ainda ganhou auxiliares extremamente velozes como o ‘Facebook’ e o ‘Twitter’. Outro dia passei um e-mail para minha esposa que estava distante. A cerca de 40 ou 50 centímetros de mim… Para ter certeza que ela leria a notícia dei a maior força: “passei um e-mail pra você, leia por favor” ?!?! Ainda não chegou, respondeu. Aperta o ‘F5’, sugeri. Reenvie por favor, solicitou. Pronto! Foi.


domingo, 1 de janeiro de 2012

"Santos" marqueteiros

A Bíblia Sagrada no capítulo 6 do livro de Mateus faz o registro das recomendações de Jesus a respeito da discrição. Uma das expressões usadas é a seguinte: ‘que a mão esquerda não saiba o que faz a direita’, ou seja, mão direita não fique comentando o que você faz, seja mais discreta, não faça estardalhaço. No mesmo livro de Mateus no capítulo 7 e verso 16 está escrito: ‘por seus frutos vos conhecereis’.
Fico impressionado como a igreja está mudando o evangelho. A sobrevivência da igreja é, muitas vezes, à custa de intensa publicidade e de marqueteiros que se autopromovem e não raro para garantirem permanência nos postos de comando da organização. A escassez de autênticos milagres faz pessoas ficarem confusas ao ponto de confundirem conquistas pessoais com bênçãos recebidas. Evidentemente Deus continua no controle do universo e de nossas vidas, mas não podemos misturar nossas realizações individuais com prodígios divinos.
Que tal em 2012 botar os pés no chão, ou os joelhos também, fazer menos barulho e deixar que os ‘frutos’ transmitam nosso verdadeiro cristianismo e a fé genuína que temos no Deus Criador?


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011

Estamos chegando ao final de mais um ano. Faltam apenas 2 dias para encerrar 2011. É hora do balanço geral. Há 365 dias fazíamos planos para o ano novo. Será que dá pra relembrar alguns projetos feitos? Quantos foram realizados? A dieta, você fez? A viagem dos sonhos? O dinheiro na poupança? Aquela decisão tantas vezes adiada? É… parece que nada mudou. Só viramos a página do calendário.
Mais um ano está chegando. Renovemos os projetos. Reeditemos as promessas. Reprogramemos as decisões. Sonhemos os mesmos sonhos. Vamos em frente!!! No próximo ano tudo será diferente.
Daqui a 366 dias nos encontraremos novamente, afinal 2012 é ano bissexto.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Jesus, o aniversariante

Onde está a estrebaria? E os Magos do Oriente? Cadê o ouro, o incenso e a mirra? E a Estrela-guia?
No lugar da estrebaria foi erguido um monumental shopping center aonde as pessoas se aglomeram para comprar presentes e futilidades, principalmente nesta época de Natal com a pseudoconcepção de comemorar o nascimento do Salvador.
Os Magos? Ah, os Magos viraram megaempresários e proprietários de todo o complexo onde está instalado o magnífico local de compras. Aproveitaram a fama do Menino Jesus e o episódio histórico-cristão pra arranjar algum trocado extra.
Ouro, incenso e mirra agora não é mais presente gratuito. Só com um bom dinheiro o visitante leva um pouquinho dessas especiarias pra casa.
Papai Noel, este velhinho de brancas barbas ganhou de presente um emprego temporário e nem sabe por que fala ‘rou, rou, rou’.
O personagem central de tudo isto ficou esquecido. Jesus, o Salvador do mundo, é o aniversariante.


sábado, 17 de dezembro de 2011

A chegada do condor

Condor, com ‘C’ maiúsculo, é o nome da segunda maior ave voadora do mundo e parente próximo da Cegonha. Uma imponente ave com risco de extinção que habita algumas regiões da América do Sul, inclusive o Brasil.
Mas o condor que quero comentar é com ‘c’ minúsculo e para ser ortograficamente correto é melhor escrever separado: com dor. Não se trata de uma nova espécie animal encontrada pelos biólogos. Tampouco é uma recente descoberta paleontológica.
Com dor é uma fase pela qual quem não passou não tenha dúvidas que dela não escapará. Ela chega quando na leitura cotidiana são introduzidas novas palavras como: Esteroidais, cetorolaco, opiáceo, ansiolíticas, glicocorticóides, ranitidina, carisoprodol, pirodoxina, esfingosina, etc. Estas palavras vêm em bonitas caixinhas com uma tarja vermelha com uma, digamos... dedicatória: Venda sob prescrição médica.
Você se identificou nisto aí? Parabéns! Agora você vai descobrir o motivo de ter contribuído tantos anos para a Previdência Social. A sua hora já chegou!!!



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Queria entender melhor


condutor do metrô chega ao trabalho de ônibus. Já o motorista de ônibus ao terminar seu turno volta pra casa de metrô. Os funcionários da companhia de águas sentindo sede tomam água mineral. Os atendentes do fast food detestam sanduíches. Trabalhadores do mercado popular de vestuário gostam de vestir roupas de grifes originais.
O juiz quando precisa se defender contrata um advogado. O militar de alta patente necessita de guarda-costas. O rei das embaixadinhas não sabe jogar futebol. Einsten foi reprovado em seu primeiro vestibular, pode?




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dois dias que não temos

Todos nós passamos algum momento de nossa vida lamentando uma oportunidade perdida ou mal aproveitada. A chance desperdiçada pode ter sido ontem, na semana passada ou há mais tempo.
Lembranças desse tipo nos levam sempre a reflexões sobre possibilidades futuras e então planejamos melhores  resultados numa próxima ocasião. Por conta disso passamos a vislumbrar como será o amanhã, sem plagiar a música.
Percebam, entretanto, que nem uma situação nem outra estão ao alcance. O que aconteceu de ontem para trás está longe da nossa abrangência e é imutável. Do mesmo modo aquilo que projetamos para o futuro está completamente fora do domínio e não podemos exercer qualquer interferência, apesar de que as ações presentes poderão contribuir para o bom êxito dos prognósticos traçados.
Portanto, podemos considerar que existem dois dias que não temos: Ontem e amanhã. Diante disto o que vale a pena mesmo é viver intensamente o dia de hoje. De maneira sábia e equilibrada. E o Livro Sagrado é conclusivo: “Não vos inquieteis pois pelo dia de amanhã…”