Nostalgia é coisa do passado. Sem redundância ou trocadilho. É interessante relembrar e fazer comparações. Gosto especialmente de confrontar situações do cotidiano com fatos ocorridos em outras épocas. É uma brincadeira curiosa e que está longe da melancolia.
Faz um tempo e bota tempo nisso, que a comunicação com pessoas distantes era feita frequentemente por meio de cartas. Para quem não alcançou esta fase explico que carta era um texto escrito de próprio punho numa folha de papel pautado fazendo uso de caneta, geralmente esferográfica. Sou contemporâneo da caneta tinteiro.
As notícias quentíssimas trazidas pelo carteiro chegavam ao destinatário em dias, semanas ou meses e eram aguardadas com sôfrega expectativa. Carteiro era o apreciado sujeito encarregado de conduzir e distribuir as cartas. O então valorizado funcionário atualmente não é bem visto pois sua incumbência é quase exclusivamente entregar boletos de cobrança bancária.
Na era digital o ‘e-mail’ substituiu a carta e ainda ganhou auxiliares extremamente velozes como o ‘Facebook’ e o ‘Twitter’. Outro dia passei um e-mail para minha esposa que estava distante. A cerca de 40 ou 50 centímetros de mim… Para ter certeza que ela leria a notícia dei a maior força: “passei um e-mail pra você, leia por favor” ?!?! Ainda não chegou, respondeu. Aperta o ‘F5’, sugeri. Reenvie por favor, solicitou. Pronto! Foi.