Blog do Odilton

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A verdade sobre o Facebook

Bombástico o que Mark Zuckerberg, um dos fundadores do Facebook, me revelou. A maior rede social do mundo é uma tremenda confusão. Como já disse noutra ocasião ‘é todo mundo falando muita coisa sem se comunicar com ninguém. Uns se comunicando com nenhuns’.
Quanto mais entro no Facebook mais sinto vontade de sair. Acho que estão querendo me confundir e se de fato essa é a intenção, creiam, atingiram em cheio o objetivo. É gente postando (ou seria com ‘b’ em vez de ‘p’) foto de tronco de árvore, caco de telha, unha encravada, dedo no nariz, um absurdo! Frases sem nexo, afirmações que não afirmam nada, convites para não faltar a festas que já aconteceram. Muita curtição. Todo mundo curtindo até o que não aprecia apenas pelo prazer de entrar na ‘onda’ e se sociabilizar.
Para enlouquecer mais ainda o acesso pode ser feito a qualquer instante de qualquer lugar. Basta ter um desses aparelhinhos portáteis cuja finalidade era fazer, de verdade, a comunicação entre pessoas.
Alguém vai curtir este texto???   


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Do 'Infantilez' ao Português

Descobri que o Infantilez é uma linguagem transitória de pequena duração. Passa tão rapidamente que não dá tempo de catalogar expressões fantásticas que os pequeninos dizem. Verdadeiras preciosidades que ficarão para sempre na lembrança daqueles que têm o privilégio de conviver com estas ingênuas criaturinhas. O tempo passa rápido demais na imaginação dos avós, nos dando a impressão que os dias são menores, as semanas parecem ter menos de sete dias e os meses terminam logo depois de começar. Tudo conspira contra o desejo de não ver esta gente miúda crescendo e se desenvolvendo.
Os pequenos já não falam mais PAA-PAA-TUM. Agora dizem convictos e seguros: SAPATO. Sabem perfeitamente a diferença entre sapato, chinelo e sandália e nos corrigem quando insistimos em falar ‘infantilez’: “não é au-au, vovô.  É cachorro!!!” Conjugação verbal é moleza para esta turminha. ‘Chegamos’, disse um deles quando o carro estacionou no local de destino.
Confesso que estou ficando preocupado e querendo me reciclar pois sei que em breve serei surpreendido com expressões da língua nativa cujo significado desconhecerei.



sábado, 9 de julho de 2011

O banco de cor laranja

Inverno do ano de 2030. Estação do Metrô. Assim que o metrô parou na plataforma embarquei com minha mulher no vagão lotado. Todos olharam de forma estranha nos achando muito esquisitos. O vagão estava cheio de pessoas multicoloridas, alegres, extravagantes e eu me senti muito diferente daquela turma. O aviso sonoro informou: ‘os bancos de cor laranja são destinados a idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo, portadores de necessidades especiais e heterossexuais’. Fui em direção ao mencionado banco me sentindo cada vez mais bizarro naquela fria manhã de inverno e ocupei o lugar que por direito era meu. Todos continuavam me olhando com um certo ar de crítica mas ninguém ousava dizer coisa alguma. Foi quando me dei conta que eu era de fato muito diferente de todas, todas, todas as pessoas que ali estavam. Afinal, sentado naquele banco de cor laranja, fui muito corajoso em assumir minha posição. Acho que poucos idosos fariam o que fiz naquele inverno, pois encarar a temperatura de 12° vestindo camiseta e calção para participar de uma maratona não é pra qualquer um. Eis a razão de me acharem tão extravagante…

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Arco-Íris está sem graça

O Arco-Íris não existe. É uma coisa imaginária. Uma ilusão de ótica. Passageira. Vem e vai e não acrescenta nada. Está cada vez mais chato e repetitivo. Não adianta insistir, incentivar, gritar, esbravejar. O Arco-Íris não existe. São cores que nunca foram e querem insistir que são, mas não são e não serão, é só ilusão, de ótica. Nada mais. É um fenômeno ótico que aproveita a luz do Sol. O astro é o Sol. O resto é coadjuvante. Até Newton se equivocou e enxergou mal vendo cinco em vez de seis onde são sete.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Alô, alô, torcida do Flamengo!!!

Vocês ainda se lembram daquele gol que o Willians marcou contra o Horizonte pela hiper Copa do Brasil? Aquele que a Rede Globo fanática torcedora do C. R. Flamengo comparou com o do Messi? Pois é. O Willians voltou às manchetes novamente e agora nem precisou fazer gol. Agrediu durante o treino o companheiro de profissão que joga no mesmo time. Será mesmo que este atleta tem condição de levar adiante a profissão que escolheu? Não estou nem um pouco surpreso com o episódio desta semana. Falta berço. Berço que tiveram Zico, Caio Ribeiro, Raul Plasmann, Junior, Adilio, Bebeto e mais meia dúzia de grandes figuras que passaram pelo clube e que honraram não só o nome do rubro negro como também engrandeceram o futebol brasileiro. Com quem podemos comparar Willians desta vez? Sugiro Malik Abdul Aziz, sabe quem é este?



quarta-feira, 25 de maio de 2011

Facebook, solidário solitário

Não quero desandar. Quero ficar ligado nas novidades tecnológicas. Este negócio de ler jornal de papel, escrever carta em folha pautada e postar nos Correios com envelope de beiradas verde-amarelas com tarja azul no canto inferior esquerdo escrito "Par Avion" não é comigo. Gosto mesmo é do computador. Tenho prazer em acessar o e-mail todos os dias mesmo que seja pra deletar um montão de mensagens com ofertas das Casas Bahia, Ponto Frio e Decolar.com ou até receber boleto bancário através dele. É isto mesmo! Me descobriram. Agora minhas contas mensais chegam também pelo computador.
O computador parece que nos conecta com o mundo. Sabemos de tudo e de todos em fração de segundos. E nem nos importamos com coisa alguma.
Me cansei do Orkut. Agora tenho uma conta no Facebook que é considerada a maior rede social do planeta. Ainda não consegui descobrir sua sociabilidade. O que vejo diariamente é todo mundo falando muita coisa sem se comunicar com ninguém. Uns se comunicando com nenhuns. Talvez Freud pudesse analisar e concluir que o Facebook é um crônico caso de narcisismo virtual. Quem sabe eu estou errado, mas até agora não percebo nenhuma interação. Ninguém fala coisa com coisa. Todo mundo quer mostrar suas fotos e escrever palavras vagas, afrontando a Língua Portuguesa, pra todos e ao mesmo tempo pra ninguém.
Acho que o Facebook veio pra ser nosso amigo. Um verdadeiro solidário solitário.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mudança no calendário

O calendário que boa parte do mundo utiliza é o Gregoriano levando este nome por ter sido organizado pelo Papa Gregório XIII conforme instruções do Concílio de Trento. Neste calendário o ano tem 365 dias e 6 horas e a cada 4 anos acontece o ano bissexto que tem um dia a mais, 366.
Parabéns ao Papa Gregório XIII mas acho que seu modelo não está mais dando certo. Explico por que. O ano é dividido em 12 meses com 28, 29, 30 ou 31 dias. Cada dia continua tendo 24 horas como sempre. Em média trabalhamos pelo menos 5 dias na semana equivalendo a aproximadamente 22 dias por mês. Esta regra não pode ser aplicada aos políticos para quem o cálculo produz um número próximo de zero. O salário que recebemos é correspondente a 30 dias e deveria ser gasto diariamente em proporção suficiente para durar até o último dia, pelo menos. Entretanto, não é bem isso que acontece. Sempre falta salário e sobra mês. Mais uma vez vamos excluir deste raciocínio o seleto grupo de políticos.
Proponho então que daqui pra frente o mês seja calculado de outra forma. Os dias serão contados pelo número de caixas de leite que ainda temos na dispensa, por exemplo. Ou então pela quantidade de rolos de papel higiênico que restam no estoque doméstico. Ou ainda pelo saldo existente no cartão de vale transporte ou bilhete único. Poderia ser avaliado cromaticamente através da geladeira. No começo do mês ela está bastante colorida. Verde, vermelha, roxa, lilás, amarela. Depois vai ficando pálida até ficar completamente monocromática e parecida com um reservatório da companhia de águas.
Quando algum desses indícios surgir então será hora do patrão fazer a manutenção da nossa conta corrente. E  o mês recomeça.