Blog do Odilton

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Em círculo ou em linha reta?


Os praticantes de corridas ou caminhadas de longas distâncias sabem muito bem a diferença entre percurso circular e linear. No circular o indivíduo dá muitas voltas passando sempre pelo mesmo ponto várias vezes até terminar o trajeto ou então se cansar e suspender a jornada. O local de interrupção por cansaço geralmente é aquele mais conveniente, quase sempre o trecho que o deixa próximo de onde começou. No linear a pessoa corre ou caminha para frente até atingir o objetivo e não repassa no itinerário já alcançado. O propósito final está sempre adiante, nunca atrás.
A história da gente pode ser assim comparada. Muitos vão levando a vida em círculos. Inertes, frequentemente desistem perto do início ao sinal da primeira dificuldade. Sem resistência e desprovidos de confiança temem alçar voos mais altos e não ousam sequer rastejar. Há, porém, os que levam a vida como se estivessem numa maratona linear. Olhando pra frente pensam com otimismo no caminho já percorrido armazenando energia para a etapa seguinte e juntando forças para chegar ao objetivo. A fadiga é superada pela esperança de cruzar a linha de chegada.  
“Corro direto para a meta a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus.” Fil. 3.14
 
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Bunker dos mineiros


O Bunker é uma instalação fortificada construída com o objetivo de garantir proteção contra os inimigos. Este termo ficou bastante conhecido a partir da Segunda Guerra Mundial, pois foi neles onde Hitler se refugiava contra ataques dos oponentes.

Acabo de descobrir que os mineiros (nascidos em Minas Gerais) também têm o seu ‘Bunker’. Eles são fabricados em metal por montadoras como a Fiat, VW, Toyota, Ford, Nissan, Kia e outras. O mineiro quando assume a direção de um veículo se transforma num verdadeiro monstro e considera todos os demais como seu inimigo mortal. Ao volante de um automóvel o ‘monstrorista’ mineiro se revela um tremendo mau caráter capaz de xingar, buzinar impacientemente além de praticar as maiores barbaridades no trânsito. No comando de um veículo automotor ele se sente super poderoso.
Aonde vamos parar com esta falta de educação no trânsito?

Tãnditrem


A Língua Portuguesa às vezes parece pobre. Tão carente que costuma precisar de novas expressões. Em Minas Gerais surgiu, há muito tempo, um novo advérbio que reúne em si um abundante e infinito significado. Esse advérbio serve para todas as situações e concentra todas as possibilidades de determinar fatos, coisas, objetos, circunstâncias. Enfim, ele é quase uma palavra que substitui milhares.
O novo advérbio é o ‘tãnditrem’. O sujeito vai ao supermercado e faz uma compra exagerada de produtos e diz para a mulher: comprei um ‘tãnditrem’. Os temporais provocaram o alagamento de ruas e fizeram o Rio Arrudas transbordar na capital mineira. O mineiro vê a quantidade de lixo descendo rio abaixo e fala: a água levou um ‘tãnditrem’. Quer saber o que o jornalista disse na reportagem? Falou um ‘tãnditrem’. Entendeu??? Vou parar por aqui, pois acho que já escrevi um ‘tãnditrem’.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O lado mais fácil


Quando queremos comparar situações opostas usamos, geralmente, a figura da moeda. Ela tem apenas dois lados aos quais chamamos ‘cara’ e ‘coroa’. Para nascer, nenhum indivíduo se inscreveu numa lista de espera, pegou senha de acesso ou agendou data para chegar ao mundo. Nascemos. Simplesmente. Daí pra frente somos preparados por alguém para a vida. Começam então nossas escolhas. Uma frase recorrente que ouviremos e falaremos repetidamente é: “a vida não é fácil”. É verdade. O Senhor da Vida que venceu a Morte também disse a mesma coisa. “No Mundo tereis aflições, mas tenham bom ânimo”.

 O grande dilema nosso de cada dia é que preferimos escolher o mais fácil. É mais fácil ser vítima ou fazer-se de vítima e admitir que a vida, de fato, não é fácil. Pelo comodismo somos levados a pensar que o nosso ‘problema’ é o maior de todos e por isso o mundo tem que nos olhar com olhos de piedade. Ficamos prostrados sem esboçar qualquer reação ao sermos objetos da clemência alheia. Este é um lado da moeda.
O outro lado da mesma moeda exige esforço, renúncia, abnegação, desprendimento. Temos que ‘matar um leão por dia’. Acordar numa manhã cinzenta, fria e chuvosa olhar para fora da janela crendo que teremos um dia vitorioso requer sacrifício e fé. Muita fé. Mas tenha bom ânimo. Quem sabe hoje é o dia para você cuidar de sua plantação de mamão ou amora preta que predominam em dias assim.
 
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Escambo Divino


Escambo é uma forma de troca de bens, serviços ou coisas sem envolvimento do dinheiro. Aconteceu por exemplo na Igreja Primitiva conforme registro feito no livro de Atos dos Apóstolos capítulo 2 dos versos 43 a 47. Lá, os primeiros cristãos vendiam suas propriedades e demais coisas e repartiam o produto uns com os outros de forma que ninguém passava necessidade alguma. Isto se dava porque algo sobrenatural aconteceu por intermédio da ação do Espírito Santo de Deus. Aquele povo se desprendeu das coisas materiais a tal ponto de prevalecer o interesse comum.

Em pleno Século XXI isto ainda é possível. Sim, ocorre de fato. De uma forma um pouco diferente, pois não há venda de bens ou propriedades, mas na essência predomina semelhante atitude. Entre pessoas mais simples e não raro de escassas condições sucede o que classifico de ‘escambo Divino’. Escambo porque há trocas. E Divino porque apenas corações impulsionados pelo Criador são capazes de doar e doar-se sem nada esperar ou pedir em recompensa. O resultado dessas permutas é sempre a alegria de compartilhar e a certeza de vida abundante e abençoada.
“A alma generosa engordará, e o que regar também será regado”. Provérbios 11.25.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Os gigantes que criamos


Na Bíblia, no livro de Deuteronômio capítulo 9 e verso 2 Moisés pergunta ao povo de Israel: “Quem pode derrotar os filhos dos gigantes?”. Ele se referia a homens de estatura elevada, habitantes da região de Canaã, que de tão altos eram considerados gigantes. Eram os filhos de Anaque. O povo de Israel teve muito medo deles.

Os “gigantes” não desapareceram da Terra. Continuam vivos e cada vez mais altos, botando muito medo ainda. Entretanto apenas mudaram de região. Agora estes gigantes amedrontadores moram dentro de nós. É fácil perceber sua presença. São os gigantes do medo do futuro. Do medo das decisões. Do medo das situações tenebrosas e inexistentes que nós mesmos criamos e alimentamos dentro da nossa mente. Situações imaginárias a respeito de coisas escabrosas que jamais vão acontecer de verdade, mas que insistimos em cultivar em nosso imaginário como se o sofrimento fictício fosse um insaciável prazer.

Para os gigantes de Canaã e para os nossos gigantes interiores a resposta Sagrada é a mesma: “Mas fiquem certos que Deus, o nosso Deus Eterno, vai hoje à frente de vocês como um fogo que devora tudo. Ele derrotará todos os gigantes que te assustam”. (Deuteronômio 9.3)

Deus te abençoe!

domingo, 8 de julho de 2012

Fazendo escolhas

A vida é feita de escolhas. O tempo todo escolhemos alguma coisa. Escolhemos a hora de levantar da cama, o alimento do café da manhã, a roupa que vestimos, o trajeto que faremos de casa ao trabalho. Certas decisões são simples e não modificam nossa trajetória de vida como por exemplo a cor do sapato que vamos calçar hoje. Se almoçaremos ao meio dia ou às duas da tarde. Outras decisões exigem um pouco mais de investimento psicológico para analisar seus desdobramentos futuros. Nestes casos é preciso sérias avaliações. O importante é não fugir das decisões. Adiá-las ou ignorá-las pode não resolver o problema, ao contrário, pode agravá-lo.
Deus, dá-nos força para encarar alternativas sensatas das quais nosso comodismo costuma fugir.