Moro no Rio há quase vinte anos. Fui a São Paulo diversas vezes, sempre a trabalho do hotel para escritório e vice-versa. Agora fui para fazer turismo esportivo e participar da Meia Maratona Internacional de SP. Fiz algumas observações e inevitáveis comparações entre as duas capitais. São comparações imparciais, afinal não sou carioca, ‘tá ligado’ e nem paulista ‘manôôô’.
No Rio o ‘sinal’ fica verde e vermelho. Em São Paulo o ‘farol’ fica verrrrrde e verrrrrmelho. A maratona começa e o paulista acorda mais tarde e não vê os atletas passarem. O carioca acorda cedo, antes do nascer do sol e vai às ruas aplaudir e incentivar os maratonistas. Em São Paulo os atletas no contra fluxo da grande avenida procuram a sombra para se esconder dos raios solares. No Rio ninguém foge do calor e do sol ardente. A hidratação em São Paulo durante a corrida é com água mineral Petrópolis e no Rio, água mineral Campos do Jordão. Em São Paulo, passando em frente ao mosteiro o monge aplaude efusivamente os atletas. No Rio o monge participa e completa a maratona vestindo seu tradicional hábito. Em São Paulo na concentração para a largada o atleta fez xixi no meio da multidão. No Rio eu não vi isto acontecer, disse eu não vi. Na chegada os atletas recebem um kit lanche. O de São Paulo tem bolacha e o do Rio biscoito. Em São Paulo tem Tietê. No Rio, tietagem. Em São Paulo tem algumas marginais como Pinheiros e Tietê. No Rio milhares, quiçá dezenas de milhares de marginais.
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