No Rio de Janeiro a chuva é uma manifestação natural apavorante, trazendo medo, pânico, desconforto, perdas e incertezas. A chuva é a mesma para todos, mas as conseqüências são individuais e particulares. Olhando cada um para o que é seu, os cidadãos fazem o cálculo do prejuízo como se a chuva fosse particularizada. Uns enxergam apenas um vazamento no telhado, outros os móveis danificados, outros ainda o veículo coberto de lama e sujeira. Há também quem perdeu tudo isto e mais algum amigo ou ente querido. Para este o cálculo é feito de forma diferente, pois a vida vem antes de qualquer bem material. Tem gente que mesmo não tendo nada perdeu tudo!? O fato é que cada pessoa tem uma história pra contar depois de uma tempestade.
Ano após ano o acontecimento se repete. A única surpresa é saber quando vai acontecer. Todos sabem que cedo ou tarde ela virá. Até os governantes sabem. Sabem e pouco fazem. Afinal falar depois da tragédia dá mais repercussão do que se antecipar a ela com medidas preventivas eficazes. Neste caso o que não pode ser perdida é a chance de aproveitar a circunstância pra fincar as estacas da próxima campanha eleitoral. São as águas de março fechando o verão…
Realmente, os governantes não querem antecipar porque não dá Ibope!
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