Blog do Odilton

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

A propina nossa de cada dia

Propina é uma palavra bonita e de uma $onoridade gostosa ao tilintar nos cofres, não em forma de míseras moedas, mas em generosas porções. Propinar é tão comum que às vezes não percebemos. Propinar tem o agente ativo e o passivo. Para se tornar ativo é necessário ser passivo, afinal, como propinar sem antes ser propinado?

Propinar é, além de tudo, um vício. Sem cura. E o Ministério da Saúde não faz questão de advertir, pois propinar não faz mal à saúde. Financeira!

Propinar só pode ser conjugado em três pessoas: eu propino, ele propina, nós propinamos (não posso perder esta chance, Executivo, Legislativo e Judiciário). Até ser descoberto, o propinador conjuga no presente do indicativo: eu propino. Depois disso, nunca falará no futuro do presente do indicativo: eu propinarei.

Propinar é um verbo bem democrático. O porteiro do prédio, o gari da sua rua, o guardador de carro, o balconista da padaria, o mensageiro da empresa, o gerente, o diretor, o prefeito, o vereador, o deputado, o senador e até... até o presidente?! E vou economizando plurais.


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