O título é um exagero pois todas
as noites têm a mesma quantidade de horas. Mas para muita gente pode ser a
constatação de uma realidade. Boa ou não, vai depender das circunstâncias.
Na história da humanidade tem
pelo menos um relato de uma noite que pareceu não ter fim. Muitas coisas
aconteceram num curto espaço de tempo dando a impressão que o tempo não passava
e o dia nunca amanheceria.
Uma páscoa, uma ceia e uma
música. Isto é parte do cenário que serve de abertura para o início de uma
memorável noite. E o que aconteceu nesta longa noite marcou para sempre a
história do Cristianismo.
O primeiro diálogo desta peça
apresenta um homem arrogante e presunçoso chamado Pedro. (Mat. 26.33-35)
O segundo ato marca um período de
descaso e sonolência. Jesus leva seus discípulos para orar e considera três
deles, Pedro, Tiago e João, como os mais aptos a participar daquele instante de
agonia. E qual não foi sua decepção. (Mat. 26.40, 43 e 45)
Daí em diante continua então a noite mais longa da história. Conspiração, prisão, tentativa de homicídio, interrogatório, acusações, silêncio, confissão, veredito, ataques verbais e físicos, humilhação, traição. (Mat. 26.47-75).
O que eu e você temos com isso?
Tudo. Esse é um resumo da história daquele que morreu por mim e por você. Não
vamos deixar que esse sofrimento todo tenha sido em vão.
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