Chegou a época do campeonato
mundial de futebol de seleções, a Copa do Mundo. Desta vez ela será em novembro,
diferente do que sempre aconteceu, quando era realizada no meio do ano, junho
ou julho.
Junto com a Copa vem também a
febre dos álbuns de figurinhas de jogadores. Quem nunca se divertiu muito com
isso? Comprar um pacotinho de figurinhas, cada um com três figuras e abrir com
grande expectativa, na esperança de não ter nenhuma repetida e, mais ainda,
ficar com o coração acelerado, uma emoção forte no peito, aguardando que
daquele pacotinho ia sair a figurinha que faltava para completar a página. Aquela
mais difícil, a chamada figurinha carimbada.
Mas nem sempre acontecia do
jeito que a gente imaginava. Pacotes e pacotes abertos, figurinhas repetidas, e,
nada, nada da figurinha esperada. A tão sonhada figurinha carimbada. A do
atleta mais famoso e mais cobiçado.
O tempo passou, as Copas foram
acontecendo, os jogadores de futebol ficando cada vez mais ricos e inacessíveis,
mas a febre do álbum de figurinhas permanece como sempre. Porém, agora as
figurinhas não são mais fixadas no papel com cola escolar ou com a cola feita com
farinha de trigo. É o tempo das figurinhas autocolantes. Evoluíram bastante.
O que continua do mesmo jeito
são as figurinhas raras, geralmente a do melhor jogador de cada seleção. Mais ambicionadas
e que já não são produtos de troca. Elas passaram a valer quase uma fortuna.
A foto de um craque de
qualquer seleção, a chamada carimbada, aquela difícil de encontrar, custa uma
“bolada” (sem trocadilho). Quem consegue encontrar uma dessas, substitui a alegria
de preencher seu álbum, pela possibilidade de ganhar um bom dinheiro.
Os tempos mudam, mas a
brincadeira continua. E o que não falta são as rodas de amigos, crianças e seus
pais, fazendo permuta de figurinhas repetidas.
Como é bom esse tempo de
diversão longe das redes sociais, numa brincadeira saudável que promove a
confraternização e tenta aproximar as pessoas.
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