Depois de algumas lições de “passarinhez”,
começo a compreender melhor a rotina dos pássaros.
Estamos criando laços de afinidade. Evidentemente
eu estou mais pronto a uma aproximação. Eles nem tanto. Ainda percebo que me
olham com desconfiança, devido às experiências frustradas com outros seres
humanos.
Vejo que apreciam um gramado bem
aparado onde podem garimpar alimentos fresquinhos, e quando faço esse trabalho
constato a alegria desses amigos bípedes voadores.
São espécies diferentes ao meu redor,
e o mais espetacular é ter certeza que Deus não se esquece de nenhum deles. Nem
de nós. “Não se vendem cinco
pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Até os
cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem
mais do que muitos pardais! (Lc. 12.6 7).
Itaboraí, 16/12/2022
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