Blog do Odilton

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

A propina nossa de cada dia

Propina é uma palavra bonita e de uma $onoridade gostosa ao tilintar nos cofres, não em forma de míseras moedas, mas em generosas porções. Propinar é tão comum que às vezes não percebemos. Propinar tem o agente ativo e o passivo. Para se tornar ativo é necessário ser passivo, afinal, como propinar sem antes ser propinado?

Propinar é, além de tudo, um vício. Sem cura. E o Ministério da Saúde não faz questão de advertir, pois propinar não faz mal à saúde. Financeira!

Propinar só pode ser conjugado em três pessoas: eu propino, ele propina, nós propinamos (não posso perder esta chance, Executivo, Legislativo e Judiciário). Até ser descoberto, o propinador conjuga no presente do indicativo: eu propino. Depois disso, nunca falará no futuro do presente do indicativo: eu propinarei.

Propinar é um verbo bem democrático. O porteiro do prédio, o gari da sua rua, o guardador de carro, o balconista da padaria, o mensageiro da empresa, o gerente, o diretor, o prefeito, o vereador, o deputado, o senador e até... até o presidente?! E vou economizando plurais.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Frases que dão calafrios

Quem nunca sentiu calafrios algum dia? Aquele friozinho na barriga ou na espinha, algumas vezes acompanhado de diarreia ou que deixa também a pele corada de vergonha... Circunstâncias inusitadas provocam reações surpreendentes e fora de controle tirando-nos do ponto de equilíbrio emocional, na escola, no trabalho, na reunião em família, enfim, em qualquer lugar.

Situações inesperadas, vá lá, a gente até se acostuma e, aos poucos, aprende a driblar com o passar do tempo. Mas, e as frases que provocam calafrios de vez em quando? Frases novas, atuais e atualizadas. Do tipo: Senha incorreta! Saldo insuficiente! Sistema temporariamente inoperante, por favor tente mais tarde! Cartão bloqueado! Você excedeu a quantidade de saques do dia!

Concorda comigo? Dá ou não frio na barriga? Imagine-se numa viagem, sem cédulas no bolso e precisando de dinheiro pra voltar pra casa. Ao tentar sacar em um caixa eletrônico, aparece a frase: "cartão bloqueado". Ou, na imensa fila do supermercado com um montão de gente atrás de você morrendo de pressa e, na sua vez de pagar com cartão, surge a mensagem "saldo insuficiente". Claro, isso nunca aconteceu com você. Só comigo.







quarta-feira, 8 de junho de 2016

Um tempo para desacelerar

Há um tempo para desacelerar. O mundo moderno vive freneticamente numa velocidade muitas vezes difícil de acompanhar. Frequentemente perdemos o fôlego na tentativa de seguir o ritmo alucinado da vida. Essa correria toda vai levar a qual destino?

Desacelerar parece fora do contexto. Ficar ocioso, sem fazer nada, nada, absolutamente nada tem um jeito meio irresponsável. Não é uma postura padrão, muito menos recomendável, segundo critérios estabelecidos pela sociedade, porém, é uma atitude necessária. Olhar o tempo passar faz bem à saúde. Perceber que a contemplação da natureza não nos diminui, nem atrasa o fluir do universo. É melhor o tempo passar do que passarmos nós antes da hora prevista.

Evidentemente, quando digo não fazer nada estou querendo sugerir que se faça algo diferente, saindo da rotina sem culpa.  Não implica se tornar um parasita. Crie um estilo inovador de comportamento e receba bem-estar. Seja corajoso, desacelere de vez em quando.



Um celular para Deus

As considerações que proponho não são confirmadas, porém, estão com fortes indícios de veracidade. Nós, brasileiros e brasileiras, sabemos muito bem que um forte indício é uma probabilidade quase irrefutável da comprovação de um fato. Diante do exposto, reitero que não estou fazendo julgamento, apenas tecendo comentários.

Vivemos dias de ateísmo encoberto, em que pessoas falam de Deus como um mantra, mas, no íntimo, dispensam sua companhia, desdenham sua onipotência e duvidam da sua existência. A autossuficiência humana, na prática, tomou o lugar do criador.


Pensando assim, observo que é hora de Deus ganhar um celular. Isto mesmo, um celular! E bem moderno. Com todas as funções e aplicativos atualizadíssimos. Por quê? Generalizando, as pessoas começam o dia com o celular na mão. Acordam e antes de sair da cama já consultam os aplicativos de mensagens e visitam as redes sociais disponíveis. À noite, antes de "pegar" no sono são de novo reféns da tecnodependência. Isto sem falar nos insones, que vão ocupar o tempo numa navegação infindável. Imaginem, então, se Deus tiver um desses aparelhinhos com uma conta nas redes sociais e direito a Whatsapp, Telegram e sei lá mais o quê. Quem sabe assim os “cristãos” pelo menos vão lembrar dele ao começar e ao terminar o dia?



Viver com leveza

O dia tem 24 horas em qualquer parte do mundo. Às vezes temos a sensação de que o tempo passa mais devagar ou mais rápido dependendo de onde estamos ou das tarefas que temos para executar. Seria isso verdade? Qual a explicação para isso? Não sei. Acho que é apenas uma sensação. De qualquer forma, é muito bom viver sem a pressão das horas, dos minutos e dos segundos. É agradável viver com leveza, aproveitando cada instante da vida, afinal, a vida pode passar muito ligeira.

A agitação do dia a dia certamente não é saudável. A correria pode nos levar para o endereço indesejado cuja estrada de retorno foi desativada e transformada em via de mão única. Viver com leveza está longe de se viver irresponsavelmente. Leveza significa comprometimento com a qualidade de vida sem desistir dos inerentes compromissos existenciais.



terça-feira, 7 de junho de 2016

O 4° mandamento

De um modo geral, o mundo cristão conhece bem a expressão “os 10 mandamentos”, embora a esmagadora maioria não saiba exatamente quais são eles. Exceto um ou outro mandamento mais corriqueiro, digamos assim, que caiu no domínio público. Na Capital Federal, por exemplo, o oitavo mandamento - "não furtarás" - foi completamente ignorado. No Rio de Janeiro, o sexto foi abolido - "não matarás". Na Bahia, o primeiro mandamento foi severamente banido -"não terás outros deuses". Em São Paulo, tentaram eliminar o segundo mandamento, mas a indústria automotiva interveio e não permitiu, pois, esse mandamento começa assim: “Não farás PARA TI...” (Parati, veículo fabricado pela VW a partir dos anos 80).

Neste exato momento estou muito interessado no quarto mandamento. Deus, depois de trabalhar seis dias consecutivos, descansou no sétimo. Que maravilha! Se até Deus, que é Deus, desculpem-me pela pleonástica redundância, descansou sem peso na consciência, porque eu, um simples mortal, devo trabalhar tanto? Trabalhar demais me tirou o tempo e a inspiração de escrever coisas que a imaginação cria nos momentos de relaxamento.

Quer saber mais sobre os 10 mandamentos? Leia o livro bíblico de Êxodo, capítulo 20.



Minha delação premiada



A onda agora é fazer delação, premiada de preferência. Está todo mundo encarnando o espírito de Joaquim Silvério dos Reis, o patrono dos delatores, aquele que entregou Tiradentes. O famoso ‘dedo-duro’, ‘X9’, sofisticou. Virou delator de alto nível. É chique virar denunciante. E para livrar a própria pele ninguém pensa duas vezes. Os Judas Iscariotes brasileiros entregam até a mãe.

Tomei minha decisão: também quero fazer delação premiada. Como assim? Está sendo acusado de quê? De nada não. Não cometi nenhum delito. Não desviei dinheiro de campanha. Não fiz caixa 2, aliás nem caixa 1 eu estou conseguindo. Mas eu quero fazer essa tal delação premiada. Gostei do prêmio. Diminuição de 1/3 até 2/3 da pena, perdão judicial, extinção da pena. Hum, isto me interessou.

Meus credores, se preparem! Vou denunciar todos vocês amanhã mesmo.