Blog do Odilton

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sábado, 29 de janeiro de 2011

Homens apaixonados

Não é uma nova novela de Manoel Carlos ou Silvio de Abreu da Rede Globo. A paixão do brasileiro pelo automóvel ultrapassa os limites da imaginação e às vezes do bom senso.
Assim como a paternidade do  avião é contestada por americanos, poderíamos questionar a nacionalidade do alemão Karl Benz, inventor do motor a combustão a quatro tempos a gasolina, dizendo que ele é tupiniquim. Nada mais justo, pois somos mais aficcionados por carro do que italianos pela Ferrari. O clube masculino então, ganha disparado neste quesito.

Somos capazes de memorizar o número da placa de veículos que já não são mais nossos e esquecemos o número de telefone de nossas mães. Preferimos cuidar do nosso carro em detrimento da nossa saúde. Enriquecemos o mecânico que executa serviços com pagamento somente à vista e exploramos o dentista com parcelamentos de pequenas obturações a perder de vista. A calibragem dos pneus é feita regular e semanalmente. O controle da pressão arterial só é feito quando estamos quase entre a vida e a morte. Deixamos o filho na escola e viramos as costas rapidamente em direção ao trabalho, mas estacionamos o auto e desembarcamos e antes de abandoná-lo damos uma olhadinha para trás para garantir que está tudo bem com ele.

Para nós, mais vale um carro cheiroso e polido do que uma roupa nova. O abastecimento de combustível só se faz em postos de muita, muita confiança enquanto o lanche da tarde pode ser em qualquer padaria da esquina. Trocar de carro é uma Via Crúcis com mais de quatorze estações. Do Pretório até o Calvário (se for financiamento) é uma Via Dolorosa que percorre concessionárias e mais concessionárias, nacionais e importadas até chegar ao modelo zero quilômetro ideal com o qual ficaremos felizes durante algumas semanas. E assim vamos, movidos pela paixão.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Feliz aniversário Blog!

Ainda não completou um ano, apenas sobreviveu ao primeiro mês de vida e vai crescendo saudável. Digo isto por tratar-se de Blog de um cidadão anônimo tendo recebido em trinta dias centenas de visitas. Alguns acessos ocorreram por engano, eu sei. Outros por curiosidade e alguns mais, por indicação. Não importa. O legal é o prazer de escrever, de transformar em texto algumas ideias e lembranças da infância. A intenção restringe-se ao passatempo de cultuar a língua escrita.
Está valendo a pena ocupar parte do meu tempo fazendo este exercício mental e simultaneamente fico ligado nas novidades virtuais. Garanto que tiro maior proveito nisto do que se estivesse assistindo televisão. E a inspiração de onde vem? A maioria surge durante minha corrida matinal. As pernas se movimentam enquanto o cérebro elabora os assuntos e eu me divirto. Além disto, tenho o permanente apoio de minha amada mulher fazendo críticas construtivas e apresentando sugestões.
Feliz aniversário meu Blog!!!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Inferno foi climatizado

Estou falando sério. Parece que isto aconteceu mesmo! Quando criança ouvia dizer que o inferno era lugar de tormento eterno e a imutável Bíblia continua sustentando esta verdade. Leio e releio e a mensagem permanece inalterada. Confiram comigo o que Jesus disse no final do Sermão da Montanha, em Mateus 25.46: ‘e irão estes para o tormento eterno…’. No livro de Mateus capítulo 18 verso 9, Jesus fala da incandescência daquele lugar.
O que ocorre é que pouca gente tem coragem de falar sobre o assunto. As igrejas estão cheias e os pecadores nem sempre escutam a mensagem reveladora dos perigos do inferno. O ambiente infernal foi repaginado tornando-se mais ameno, agradável e menos assustador, sendo assim não vale a pena mudar de comportamento.  A mensagem que dá ‘ibope’ hoje trata da prosperidade, sucesso profissional, felicidade completa no amor, etc. Com isto o adversário avança sobre o território santo enganando a muitos e povoando cada vez mais o inferno.
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domingo, 23 de janeiro de 2011

Sabe falar infantilez?

Estou aprendendo. Sério!!! Como é bom ter criancinhas em casa principalmente quando são netos. Infantilez é a forma como eles se comunicam. Não é fácil captar. Sem cartilha ou manual só o coração consegue transformar em linguagem clara aquilo que os pequeninos estão dizendo. Tenho dois que são uma alegria. A diferença de idade deles é de seis meses, sem heresia, por este motivo fico mais contente ainda, pois me faz lembrar personagens bíblicos.  
O mais ‘velho’, força de expressão, é da filha da minha esposa com o único marido que ela teve (a humildade é uma das minhas qualidades). Está aprendendo a falar e diz coisas assim: PAA-PAA- TUUUUUM, traduzindo: sapato. BCHSSSS-COCHSSS-TCHUUUUU, esta é fácil, está claríssimo. Biscoito. Imita animais perfeitamente: GRUUUU-GRUUU-GRUUUU. Agora não tem jeito de errar. Captou? Não!  Não é uma coruja. É um cachorro: AU-AU-AU. Já sabe falar VOVÓ. Seu Miguel, ainda não falou vovô acho que temos que chantageá-lo. Agora estou aprendendo a dançar e sapatear com um instrutor mirim a fazer inveja ao Fred Astaire. Este é o Vinícius.
O mais novo, que não posso chamar de menor pois de pequeno ele não tem nada, é só sorrisos. Ainda não fala. Só linguagem corporal. O Lucas, não é o médico da Bíblia, mas já me diagnosticou como não sendo portador de hérnia de disco. Com seus treze quilos sua diversão é que eu o jogue “para o alto e avante”. Cada arremesso é correspondido com uma gostosa gargalhada seguido de pernas balançando pedindo bis.
I Love my family. God is very, very, very good!

O autorama quebrou

Não foi o meu. Ainda não tenho. No sábado – 22, escrevi sobre o caótico trânsito dos finais de semana com automóveis nas mãos de irresponsáveis. Hoje, domingo 23, logo pela manhã o final de semana terminou mais cedo para alguns ‘pupilos’ na esquina da av. Maracanã com rua Prof. Eurico Rabelo. Uma colisão deixou dois veículos bastante danificados. Desta vez, felizmente, não houve vítimas. Os ocupantes, garotos que faziam do trânsito seu autorama, não aguardaram a chegada das autoridades de trânsito e não preciso dizer por quê. Os abalroantes evadiram-se rapidamente deixando para trás fragmentos dos carros envolvidos e levando cada um consigo seu prejuízo. Um dos veículos, em avançado estado de falta de conservação estava vistoriado. Teria sido aprovado na vistoria no posto do Detran de Vila Isabel???


sábado, 22 de janeiro de 2011

Eu não tive autorama

Inventado nos Estados Unidos com o nome de Slot Car chegou ao Brasil no começo da década de 1960 batizado como Autorama. Sonho de consumo de dez entre dez garotos logo virou febre. Por causa do preço o brinquedo ficou restrito a quem podia pagar por ele. Não estava neste grupo e até hoje alimento o sonho de ter um. Pensei que fosse comprar para brincar com meu filho, mas o tempo foi passando e ele cresceu e agora tem carteira de habilitação. Poderia comprar para curtir com os netos, porém a versão virtual é mais interessante para eles. Ainda vou ter um para deixar montado no quarto pegando poeira.
Mas não é deste brinquedo inofensivo que quero falar e sim de outro muito perigoso. Já repararam como fica o trânsito do Rio de Janeiro aos sábados e domingos? Tenho a sensação que as Leis de Trânsito são revogadas nos finais de semana. Como diz a letra da música ‘cariocas não gostam de sinal fechado’. É o caos. As ‘crianças’ assumem a direção dos veículos e é um salve-se quem puder. Ficam daltônicas e não distinguem o verde do vermelho. O pedestre perde a vez e a vida. Buzinas e faróis altos são itens indispensáveis e mais importantes que a educação o freio e o volante. A vida termina onde a curva acaba. Às vezes a vida alheia. E os pais? Ah, os pais, em boa parte, responsáveis pelas atitudes dos pupilos e prontos a contratar um bom advogado para argumentar que a calçada invadiu a rua.
Tudo bem, segunda-feira os infratores do trânsito de sábado e domingo estarão em seus postos de trabalho defendendo a ética, a moral, os bons costumes, blá, blá, blá, blá, blá, blá, whiskas sachê…

Vamos aprender a ler?

Um fato curioso sempre me chamou a atenção quando passo ao redor do estádio Mário Filho. Logo depois da entrada principal da Av. Maracanã onde fica a estátua do Bellini tem uma escola municipal de ensino fundamental. Naquele recinto, esperamos, os alunos estão sendo alfabetizados e aprendem a Língua Portuguesa (no meu tempo de escola chamava-se Língua Pátria). Por tratar-se de escola pública acho que parte dos alunos é de comunidades carentes, ávidos pelo saber, mas infelizmente sem grandes recursos. Todavia, creio que sairão dali com conhecimento mínimo necessário graças ao esforço de dedicados profissionais da educação de base e ao empenho dos pais que procuram formação adequada para seus filhos.
O intrigante é o nome da escola: Escola Municipal Friedenreich, me desculpem se não escrevi corretamente pois tenho apenas formação acadêmica de terceiro grau ou ensino superior. Sem desmerecer ao “El Tigre” este teuto-brasileiro pioneiro entre os futebolistas nacionais, acho muito estranho esta escola de alfabetização receber um nome tão complicado. A nossa rica Língua Mãe já oferece tantas armadilhas ortográficas não seria necessário acrescentar mais uma palavra difícil ao vocabulário de quem está dando os primeiros passos do bê-á-bá.

É justa a homenagem ao “Fried”, entretanto ela poderia ser prestada de outra forma de modo a eternizar o autor do gol da vitória brasileira sobre os uruguaios no campeonato sul-americano de 1919 (eu não estava lá!!!).