Inventado nos Estados Unidos com o nome de Slot Car chegou ao Brasil no começo da década de 1960 batizado como Autorama. Sonho de consumo de dez entre dez garotos logo virou febre. Por causa do preço o brinquedo ficou restrito a quem podia pagar por ele. Não estava neste grupo e até hoje alimento o sonho de ter um. Pensei que fosse comprar para brincar com meu filho, mas o tempo foi passando e ele cresceu e agora tem carteira de habilitação. Poderia comprar para curtir com os netos, porém a versão virtual é mais interessante para eles. Ainda vou ter um para deixar montado no quarto pegando poeira.
Mas não é deste brinquedo inofensivo que quero falar e sim de outro muito perigoso. Já repararam como fica o trânsito do Rio de Janeiro aos sábados e domingos? Tenho a sensação que as Leis de Trânsito são revogadas nos finais de semana. Como diz a letra da música ‘cariocas não gostam de sinal fechado’. É o caos. As ‘crianças’ assumem a direção dos veículos e é um salve-se quem puder. Ficam daltônicas e não distinguem o verde do vermelho. O pedestre perde a vez e a vida. Buzinas e faróis altos são itens indispensáveis e mais importantes que a educação o freio e o volante. A vida termina onde a curva acaba. Às vezes a vida alheia. E os pais? Ah, os pais, em boa parte, responsáveis pelas atitudes dos pupilos e prontos a contratar um bom advogado para argumentar que a calçada invadiu a rua.
Tudo bem, segunda-feira os infratores do trânsito de sábado e domingo estarão em seus postos de trabalho defendendo a ética, a moral, os bons costumes, blá, blá, blá, blá, blá, blá, whiskas sachê…
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