Não pretendo fazer apologia ao bullying, mas na minha infância este termo era desconhecido. Comum era os colegas se conhecerem por apelidos. Uns elegantes, outros esdrúxulos, mas todos muito bem aceitos. Alguns amigos entraram e saíram do círculo de amizade sem que soubéssemos seu verdadeiro nome. Sabíamos só o apelido. Ninguém, que eu saiba, se sentia diminuído, ofendido ou excluído ao ser chamado pelo apelido. Traumas, nem pensar. Tampouco afetou o rendimento escolar de qualquer um de nós. Daquela turma surgiram engenheiros, contadores, administradores, militares, etc. Há poucos dias, pela televisão, revi um colega de infância. Ele estava apitando uma partida de futebol da série A do Campeonato Brasileiro.
O assunto tomou uma gravidade tamanha ao ponto de culminar em um processo judicial capaz de produzir uma sentença com pena alternativa ou pagamento de indenização. (*)
Francamente, estranho para mim não é colocar apelido nos colegas. Esquisito é chamar cachorro, gato ou passarinho de "meu filho"!"A propósito, hoje vou assinar 'Batatinha'!!!"
(*) Uma das leis sobre o assunto é a 13.185/2015
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