Blog do Odilton

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Colocando os óculos na crença míope


Proponho, com este texto, fazer uma análise do plano de salvação de Jesus Cristo e do seu significado prático na vida do convertido. Não duvido do plano. Creio nele e no Redentor. Jesus veio “buscar e salvar o perdido” (Lc 19. 10). Eu e você somos o alvo desse propósito de Deus por meio de Jesus, o Verbo encarnado.

Entretanto, a mensagem pregada pelos cristãos e líderes religiosos a respeito da redenção muitas vezes ultrapassa o limite da realidade, impondo uma ideia equivocada e distorcida sobre o que Jesus realiza na vida do pecador redimido.

A Bíblia apresenta Jesus como o Libertador, que através do sacrifício na cruz salvou a humanidade da condenação permanente. Ele tem poder para redimir todos, sem exceção, e dar a vida interminável (João 3.16). Eis o significado da sua obra redentora, proporcionar libertação da condição indesejável pela qual nossa alma estava condenada.

Quando  nos alcança, o amor de Jesus propicia a salvação, mas não necessariamente promove mudança de comportamento, como tem sido ensinado por muitos líderes cristãos. Esse sofisma tem lançado milhares de pessoas em um estado de frustração, de decepção e até mesmo de depressão ao constatarem  que aceitando Jesus, seu comportamento não foi imediatamente modificado.

Em Romanos 12.2 está registrado: “[...]mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento,...[...]”. O salvo por Jesus recebeu a herança infinita, entretanto precisa da própria iniciativa para mudar seu comportamento. O verbo no imperativo atesta este fato. Esse processo acontece de dentro para fora e não o inverso. Jesus tem poder para mudar nossas atitudes, todavia essa decisão compete do indivíduo.

Quando amamos alguém, somos capazes de mudar muita coisa em razão desse amor. Mudamos de atitudes, de pensamento, de palavras, de trabalho, de moradia. O amor tem essa força de provocar profundas mudanças. Se amamos Jesus, também vamos mudar nossas atitudes. Nos tornamos “novas criaturas”. Mudamos o rumo por causa de Jesus.

Em João 8.11, no episódio em que uma mulher é flagrada em adultério, Jesus encerra a questão dizendo-lhe “vai e não peques mais”, delegando, dessa forma, a responsabilidade para ela. O Mestre não a protegeu contra o pecado, não promoveu santificação instantânea e duradoura, pelo contrário, transferiu para a criatura o dever de mudança de comportamento.

Então, leitor, não se desanime. Não fique frustrado achando que, apesar de ter aceitado Jesus como seu Salvador, sua vida parece continuar do mesmo jeito. O Príncipe da Paz até pode fazer a mudança que você precisa e gostaria, mas, na prática, ela deverá ser efetivada por cada um de nós, em razão do amor que temos pelo Mestre. Essa  é nossa tarefa diária, contínua e intransferível.

Prossiga para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (fl 3.14).

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Regressão da terapia

Já escutei muita gente dizer que se pudesse voltar ao passado e recomeçar faria tudo diferente. Já ouvi alguém dizendo que não se arrepende de nada do que fez. Também já ouvi quem dissesse que mudaria algumas coisas.

Pensando nisso, resolvi imaginar como seria a vida da gente se ao invés de nascermos bebês e crescermos aos poucos até chegar à maturidade, o processo cronológico fosse ao contrário (como o título acima).

Pense comigo. Todos vindo ao mundo já adultos, aos 60, 70, 80 anos ou mais e retrocedendo no tempo. A cada doze meses um ano de vida a menos. Até chegar à mais tenra infância. E aí, acabou. “Game over”. “Finish”. “Ha terminado”.

Durante a trajetória cada qual ia se lembrando daquilo que fez ou deixou de fazer podendo corrigir ou manter o percurso. Só uma vez, uma única.

Ter nova chance em vida não parece má ideia, principalmente considerando o que a Bíblia afirma no livro de Hebreus 9.27: “cada pessoa tem de morrer uma vez só e depois ser julgada por Deus” e consequentemente não haverá outra oportunidade.

Reflita, tantas histórias seriam reescritas de forma diferente com um roteiro inovador, repaginado e feliz. Os anos de experiência e as cicatrizes provocadas por escolhas malfeitas serviriam de estratégia com o propósito de realinhar a conduta e colocar a vida novamente nos trilhos. Vida plena, perfeita!

Encarando a realidade sabemos que não é possível “viver ao contrário”. Por isso é melhor observar o que o apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses no capítulo 3.13, 14: “...uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus”.


Alimentando os pensamentos


Somos os comandantes dos nossos pensamentos. Nós os criamos e alimentamos, o tempo todo. Ninguém é capaz de invadi-los nem por um instante. Não há quem possa modificá-los a não ser nós mesmos. Certos ou errados, eles nos pertencem exclusivamente e negamos permissão a qualquer pessoa de neles interferir. Os pensamentos são impenetráveis (ao ser humano). É um território privado.

A maior parte do que pensamos nunca é verbalizado, ou seja, só transformamos em palavras uma pequena parte daquilo que está em nossa mente. E mesmo quando estamos verbalizando, falando ou escrevendo, desenvolvemos simultaneamente uma quantidade infinita de novos pensamentos sem, necessariamente, concretizar em palavras.

Alguns pensamentos vêm e vão com a mesma velocidade, enquanto outros permanecem por um pouco de tempo e outros tantos se tornam fixos, ajudando a formar nossos parâmetros de vida e contribuindo em nossos relacionamentos. Esses últimos são os mais importantes, pois podem determinar a conduta diária de cada um.

A saúde mental será definida em parte por aquilo que fomentamos em nossos pensamentos. No livro Sagrado, a Bíblia, em Lamentações 3.21 está escrito: “Quero trazer à memória o que pode me dar esperança”. O resto do que pensamos é lixo!

Uma vida saudável trafega, obrigatoriamente, pelo caminho do pensamento. O que pensamos e principalmente os pensamentos que alimentamos com iguaria ou manjar sólido será fundamental para definir qual tipo de vida queremos ter. Lixo ou luxo!

Encerro com outro texto bíblico do livro de Lamentações 3.26: “Bom é ter esperança...”. Sempre!!!






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Vem tempestade por aí


É o verão trazendo as chuvas. Isto é normal. Os dois são companheiros de longa data e quase inseparáveis. Sempre foi assim. As chuvas de verão já serviram de inspiração para músicas e poesias. Agora, em um mundo conectado às redes sociais o tema virou motivo para terrorismo psicológico.

Nestes dias o assunto ganhou destaque na internet, especialmente nas redes sociais, depois do alerta divulgado pelo serviço meteorológico anunciando chuvas. Pessoas mal-intencionadas, aproveitadoras, inescrupulosas ou ingênuas estão postando mensagens aterrorizantes sobre provável tempestade avassaladora invadindo a cidade, inclusive com hora marcada para acontecer, tentando instalar um clima de pânico entre a população.

Portanto, fique atento a fatos importantes da história humana. A primeira tempestade de que se tem registro aconteceu nos tempos de Noé. Está na Bíblia. Ele e sua família sobreviveram porque obedeceram construindo um lugar seguro, respeitando princípios de engenharia e de arquitetura adequados. Noé e a parentela não foram privilegiados. Deus, através do seu servo, ofereceu oportunidade a todas as pessoas da época. Rejeitaram.

Em outra ocasião uma tempestade se formou no mar. Não veio de repente. Foi se formando aos poucos apresentando avisos naturais. Chegou tão assustadora ao ponto de provocar pavor em pescadores experientes e acostumados a enfrentar temporais. Porém foi contida pelo Mestre. Todos sobreviveram e como advertência, receberam uma lição de moral do próprio Jesus.

Poderia continuar com outros exemplos, mas é desnecessário. Replicar más notícias, creio não ser um caminho saudável. Na vida, há coisas muito boas a compartilhar. Sejamos mensageiros de boas novas, levando palavras de incentivo, de encorajamento e de ânimo. Os dividendos, nesse caso, são muito mais gratificantes.



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Muito Prazer! Qual é o seu?

O ser humano vive em permanente busca pelo prazer. Essa procura vem de muito tempo. Desde os primórdios quando o homem pré-histórico buscava a diversão festejando o início da temporada de caça, a conquista de uma nova caverna, sua moradia. Na ocasião, fazia junto com seus companheiros primitivos as festas de adoração, de celebração, de invocação a deuses e coisas desse tipo no intuito de promover sua própria alegria e a de outros.

Evoluímos. Um pouco, talvez. O homem pós-moderno, você e eu, ainda caminha em busca do prazer. Alguns de maneira sóbria, saudável e admirável. Outros nem tanto.

Acabamos de sair de um período de paralisação quase total das atividades em geral, em razão de uma busca frenética do mundo pelo prazer. O conhecido Carnaval, sobretudo no Brasil, traz à tona o que podemos classificar de desejo desenfreado pelo prazer. Do meu ponto de vista, julgo que essa procura leva os indivíduos a perderem a noção. Noção de moral, de educação, de honestidade, de senso de ridículo e de tudo o mais que possa ser imaginado. Como disse alguém, "se fosse bom não terminava em cinzas".

Na idade média, um homem extremamente culto, conhecedor profundo de todos os assuntos daquela época, cidadão romano, perseguidor de cristãos teve um encontro marcante com Jesus na estrada que levava a Damasco. São dele as seguintes palavras: “Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia” - (II Cor. 4.16).

Qual é a sua busca? Ela tem renovado seu interior ou corrompido cada vez mais o seu interior e o exterior também?

Na visão do apóstolo Paulo, autor do texto acima, o seu prazer estava concentrado na lei de Deus (Rom. 7.22). Confirmando o que disse o salmista, “antes tem o seu prazer na lei do Senhor e nela medita de dia e de noite” (Sal. 1.2). E o próprio Deus falou diretamente a Josué “Não se afaste da sua boca as palavras do livro desta lei, medita nele dia e noite para que tenhas cuidado de fazer tudo conforme nele está escrito. Porque então terás um caminho de prudência e prosperidade” - (Jos. 1.8).

Sem ilusão. O prazer verdadeiro e eterno que não traz decepção é encontrado na Escritura Sagrada. Ela é a orientação segura para uma vida sem máscaras e fantasias. Só com Jesus em nosso coração temos uma vida autêntica, sem ficção ou disfarce.

Com Jesus não tem cinzas. Tem ressurreição e vida eterna!

Deus te abençoe!



domingo, 31 de dezembro de 2017

O paralítico de Betesda

Termino este ano deixando como palavra de estímulo o episódio bíblico registrado em João 5. 1 a 8.

A narrativa deste fato está no capítulo 5 do livro de João, de onde podemos extrair algumas considerações. Começamos a abordagem com a figura de um anjo que, segundo as Escrituras, ‘de tempos em tempos’ descia e agitava as águas proporcionando a possibilidade de cura ao primeiro doente ou necessitado que mergulhasse após a agitação das águas. A primeira indagação que faço é se, de fato, havia mesmo um anjo encarregado dessa tarefa ou isso não passa apenas de uma lenda? Se era verdade, quando é que ele cumpria sua missão? Em que tempo ele agitava as águas do tanque? Quantas vezes isso era feito ao longo do ano?

A Bíblia diz que a cura só era possível ao primeiro que mergulhasse após as águas serem agitadas. A Escritura é categórica em afirmar que apenas o primeiro a entrar no tanque conseguia ser curado. É provável que muitos ficassem dentro do tanque de Betesda aguardando a aparição do anjo, na expectativa de receber a cura antes dos outros. Porém o texto diz que a oportunidade era de quem entrasse depois da ação do anjo. Entrar nas águas fora do momento era inútil. Mergulhar antes ou depois significava estar excluído da chance do milagre.

Em frente ao tanque havia um alpendre onde se ajuntava uma grande multidão carente de algum tipo de milagre. Imagino que era tanta gente que mal conseguiam se mexer. A fama do lugar atraía pessoas de várias partes da região. Entretanto, para o apóstolo João, alguém no meio do aglomerado humano chamou a atenção. Um paralítico. Possivelmente não era ele o único com essa deficiência. É provável que houvessem outros, mas aquele despertou especial interesse ao narrador. Há 38 anos o homem se encontrava naquele estado. Outra evidência do texto deixa claro que ele era paralítico a um bom tempo, porém não confirma que o mesmo estava naquele local durante todo esse período. O verso 6 dá uma pista bem favorável a esta conclusão ‘Jesus viu o homem deitado e, sabendo que fazia todo esse tempo que ele era doente...’

Eis que ali apareceu Jesus que viu o moribundo e sabia que o mesmo padecia a décadas. Vem do Mestre a pergunta: Queres ficar são? Se a pergunta fosse para mim ou para você qual seria a resposta?

Imagino o paralítico sem nome, chocado com a pergunta. Posso imaginar a cena. O homem com o olhar congelado, os pensamentos em agitação voltando no tempo a fim de relembrar o dia em que ficou deficiente e agora aparece alguém, quem sabe com um colete laranja com duas faixas prateadas e fosforescentes com a frase ‘posso ajudar? ’ fazendo uma indagação aparentemente absurda. Deitado estava deitado permaneceu, mas com uma vontade enorme de responder a Jesus mais ou menos assim: Não, eu não quero ficar são. Estou aqui apenas esperando a condução que vai me levar ao aeroporto e em seguida embarco num avião para Atenas. Vou disputar um paralimpíada na Grécia!?

Ainda refletindo, o paralítico viajou no tempo até um futuro distante e parou no século XXI, no Brasil, e ocorreu-lhe outra resposta sobre o desejo de ser curado e daí deve ter pensado, “é melhor ouvir isso do que ser surdo! ” Mas cá pra nós, paralítico e surdo seria demais, não é mesmo?

A pergunta de Jesus parece muito óbvia, entretanto há doentes que não querem ser curados, assim como há pecadores que não querem deixar o pecado. O homem paralítico não respondeu à pergunta de Jesus. Também não aplicou o tradicional ‘por quê? ‘ (separado e com acento). Todavia fez questão de narrar o motivo de ainda não ter sido curado, apresentando a dificuldade de chegar até a beirada do tanque como empecilho ao acontecimento do milagre em sua vida. Percebe que o paralítico não entendeu a pergunta? Jesus não perguntou qual o esforço aquele homem estava fazendo para se libertar do cativeiro. O que o Mestre estava dizendo era: Seus problemas acabaram. Hoje é seu dia. Esqueça o anjo, não olhe o tanque e nem espere ajuda de ninguém. EU SOU A CURA!

Finalizo com esta mensagem de esperança para você, leitor. Não importa sua dificuldade ou problema. Jesus é a solução. Levante-se, pegue a sua cama e ande! (João 5. 8).


Deus te abençoe.



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Uma noite interminável

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O título é um exagero pois todas as noites têm a mesma quantidade de horas. Mas para muita gente pode ser a constatação de uma realidade. Boa ou não, vai depender das circunstâncias.

Na história da humanidade tem pelo menos um relato de uma noite que pareceu não ter fim. Muitas coisas aconteceram num curto espaço de tempo dando a impressão que o tempo não passava e o dia nunca amanheceria.

Uma páscoa, uma ceia e uma música. Isto é parte do cenário que serve de abertura para o início de uma memorável noite. E o que aconteceu nesta longa noite marcou para sempre a história do Cristianismo.

O primeiro diálogo desta peça apresenta um homem arrogante e presunçoso chamado Pedro. (Mat. 26.33-35)

O segundo ato marca um período de descaso e sonolência. Jesus leva seus discípulos para orar e considera três deles, Pedro, Tiago e João, como os mais aptos a participar daquele instante de agonia. E qual não foi sua decepção. (Mat. 26.40, 43 e 45)

Daí em diante continua então a noite mais longa da história. Conspiração, prisão, tentativa de homicídio, interrogatório, acusações, silêncio, confissão, veredito, ataques verbais e físicos, humilhação, traição. (Mat. 26.47-75).

O que eu e você temos com isso? Tudo. Esse é um resumo da história daquele que morreu por mim e por você. Não vamos deixar que esse sofrimento todo tenha sido em vão.